Como usar
Escreva o domínio ou endereço IP e carregue em «Consultar» ou prima Enter. A ferramenta apresenta os dados públicos disponíveis e permite copiar os valores com os botões junto aos resultados.
Ao editar o campo, o resultado anterior é retirado e a consulta em curso é cancelada, incluindo eventuais tentativas automáticas de repetição. Carregue novamente em «Consultar» para obter os dados do novo domínio ou IP.
WHOIS e RDAP: qual é a diferença?
O WHOIS é o serviço clássico que diz quem registou um domínio. Devolvia texto livre, sem formato definido, e cada registo apresentava as coisas à sua maneira. O RDAP é o sucessor oficial: a mesma informação, mas estruturada, com autenticação e internacionalização. Esta ferramenta usa RDAP e apresenta o resultado traduzido — o nome WHOIS ficou porque é o que toda a gente procura.
Para que serve na prática
Saber se um domínio está livre antes de pensar num nome. Descobrir quando expira o seu, ou o de um cliente, para não perder a renovação. Confirmar em que registador está alojado antes de pedir uma transferência. Ver para que servidores de nomes aponta. Ou perceber por que motivo uma transferência está bloqueada.
Porque é que não aparece o nome do titular?
Por causa do RGPD. Até 2018, o WHOIS mostrava o nome, a morada, o email e o telefone de quem registava qualquer domínio — informação pessoal acessível a qualquer pessoa do mundo. Desde então, os registos ocultam os dados de titulares particulares e mostram apenas o registador e, quando existe, o nome da empresa.
Não é uma falha da ferramenta nem informação escondida: é o que o registo publica. Para contactar o titular de um domínio, o caminho passa hoje pelo formulário de contacto do registador ou pelo endereço de abuso.
O que significam os códigos de estado
São códigos EPP, iguais em todos os registos do mundo, e a ferramenta traduz os mais comuns. clientTransferProhibited é o mais frequente e assusta quem o vê pela primeira vez: significa apenas que o registador bloqueou transferências, o que é o estado normal e uma proteção contra roubo de domínio. Já clientHold é sério — o domínio não resolve, normalmente por falta de pagamento. E redemptionPeriod significa que expirou e está no prazo em que ainda pode ser recuperado, quase sempre com um custo acrescido.
O domínio aparece livre. Posso registá-lo?
Provavelmente, mas não é garantido. Um domínio pode não estar registado e mesmo assim ser reservado pelo registo da extensão, ter preço especial por ser considerado premium, ou estar em quarentena depois de uma expiração recente. Confirme sempre junto de um registador antes de contar com ele.
Que extensões funcionam?
Todas as que publicam um serviço RDAP, o que hoje inclui o .com, o .net, o .org, a generalidade das extensões novas e boa parte das europeias. Algumas extensões nacionais ainda só oferecem WHOIS clássico, e nesses casos a ferramenta diz-lhe qual é o caso em vez de fingir que não há informação.
Também consulta endereços IP
O mesmo campo aceita um IPv4 ou um IPv6. Em vez do registo de um domínio, mostra a quem foi atribuído o bloco de endereços: a organização, o intervalo que lhe pertence, os blocos CIDR, o país de registo e o contacto para comunicar abusos. É o que serve para perceber de que operador vem um endereço que aparece nos registos do seu servidor, ou a quem se reclama de um endereço a fazer asneira.
E os domínios .pt?
O .pt é uma das extensões que ainda não publica RDAP: o registo português mantém apenas o WHOIS clássico, que responde na porta 43 e não pode ser consultado a partir de uma página web. Quando escreve um domínio .pt, a ferramenta explica isso e liga diretamente ao WHOIS da Associação DNS.PT, para não o deixar sem caminho. Assim que o .pt entrar na lista do IANA, a consulta passa a funcionar aqui sem ser preciso mudar nada.
E os servidores de nomes?
São os servidores que respondem pelas consultas de DNS do domínio, e mudá-los é o que efetivamente muda o alojamento. Se quiser ver o que eles publicam — endereços, registos MX, SPF —, use a consulta DNS.