Como usar, em três passos
- Escolha as fotografias. Toque no campo de escolha de ficheiros e selecione um ou vários ficheiros
.heic, .heif ou .hif, até vinte de cada vez. No computador pode selecionar vários com Ctrl (ou Cmd no Mac), ou simplesmente arrastá-los da pasta para a moldura do campo. - Confirme o formato. JPG com qualidade de 90% vem escolhido e serve para quase tudo. A conversão começa sozinha assim que escolhe os ficheiros e repete-se se mudar o formato; se mudar a qualidade, carregue em «Converter» outra vez.
- Descarregue. Cada fotografia aparece com uma pré-visualização, as dimensões, o tamanho e o botão «Descarregar». Com duas ou mais, «Descarregar todas (ZIP)» junta-as num único ficheiro.
Exemplo 1: um formulário que só aceita JPG
Uma candidatura pede a fotografia de um documento em JPG e recusa o IMG_4821.HEIC que tirou com o iPhone. Escolha o ficheiro, deixe JPG e descarregue IMG_4821.jpg — o nome mantém-se, só muda a extensão. Se o formulário tiver limite de tamanho, reduza a fotografia a seguir no redimensionador de imagens. Se pedir um PDF, junte os JPG com imagens para PDF.
Exemplo 2: fotografias do iPhone que o Windows não abre
Copiou as fotografias de um jantar do iPhone para o computador e o Windows mostra ícones em branco. Selecione as quinze de uma vez, deixe JPG e carregue em «Descarregar todas (ZIP)». Fica com um único fotografias-convertidas.zip; ao extraí-lo, cada fotografia abre em qualquer programa. Se duas tiverem o mesmo nome, a segunda recebe -1 no fim, para nenhuma se perder.
Exemplo 3: um anúncio sem revelar onde vive
Vai vender um móvel e fotografou-o na sala. As fotografias do telemóvel levam as coordenadas GPS do sítio onde foram tiradas. Convertidas aqui, saem sem a localização nem outros metadados (no máximo levam a data, se deixar essa opção ligada), e podem ser publicadas sem expor a morada. Para o anúncio, JPG a 80% chega e dá ficheiros mais leves.
Manter a data da fotografia
Com a opção «Manter a data e a hora em que a fotografia foi tirada» ligada, que vem ligada, o JPG leva a data e a hora do original, e o fuso horário quando a câmara o guardou. Assim o Windows, o Google Fotos ou qualquer galeria continuam a ordenar as fotografias pelo momento em que foram tiradas, e não pelo dia em que as converteu. É só a data: a localização GPS, o modelo do telemóvel e os restantes metadados nunca passam para o ficheiro convertido.
Por exemplo, uma fotografia tirada a 24 de maio de 2026 às 10:02 aparece no resultado como «tirada a 24/05/2026, 10:02». Se o original não tiver data, aparece «sem data no original». A data só fica guardada em JPG; o PNG e o WebP deste conversor não a levam, e a opção fica desligada quando escolhe um desses formatos.
Que formato e que qualidade escolher
JPG é o mais compatível e o indicado para fotografias: email, formulários, Windows, impressão. WebP dá ficheiros mais pequenos com o mesmo aspeto e é ótimo para publicar num site. PNG não perde qualidade, mas uma fotografia em PNG fica várias vezes maior; só compensa se a imagem tiver transparência ou se for editada muitas vezes.
Na qualidade, 90% é praticamente indistinguível do original. Para enviar por email ou publicar, 75% a 80% reduz bastante o tamanho sem diferença visível num ecrã. Acima de 95% o ficheiro cresce muito e o olho não nota ganho. O ficheiro final tanto pode ficar maior como mais pequeno do que o HEIC: depende da fotografia e da qualidade escolhida. Como o HEIC comprime melhor, um JPG maior não quer dizer que a imagem tenha ganho qualidade — a qualidade nunca passa a ser melhor do que a do original.
Partilhar diretamente da galeria (Android)
Se instalar o nFerramentas como app no Android (botão Instalar, no topo da página), ele passa a aparecer no menu Partilhar da galeria. Selecione as fotografias HEIC no Google Fotos ou na galeria do telemóvel, toque em Partilhar e escolha nFerramentas: o conversor abre já com as fotografias e começa a converter, sem ter de as procurar nas pastas. Tal como no resto da ferramenta, as fotografias ficam no telemóvel e não são enviadas para nenhum servidor.
A opção só aparece para fotografias HEIC ou HEIF e só no Android, com a app instalada a partir do Chrome, do Edge ou do Samsung Internet. No iPhone o Safari não permite que apps instaladas desta forma recebam partilhas, e também não precisa: o próprio iPhone converte para JPG quando envia por AirDrop, Mensagens ou email para quem não aceita HEIC. Se a app acabou de ser instalada e a partilha não chegar, abra-a uma vez e volte a partilhar.
Porque é que o iPhone grava em HEIC
Desde o iOS 11, em 2017, o iPhone e o iPad gravam fotografias no formato HEIF, com a extensão .heic. Usa a mesma compressão dos vídeos HEVC e ocupa cerca de metade de um JPG com a mesma qualidade. Várias câmaras da Canon, Sony e Fujifilm também gravam HEIF, com a extensão .hif, e a ferramenta aceita-os — incluindo os de 10 bits e os gravados em HDR. O problema aparece quando a fotografia sai do ecossistema da Apple: muitos programas no Windows, alguns sites e muitos formulários não aceitam o ficheiro.
Evitar o HEIC à partida
No iPhone, abra Definições > Câmara > Formatos e escolha Mais compatível: as fotografias novas passam a ser JPG, com ficheiros maiores. As que já tirou continuam em HEIC. Ao enviar por AirDrop, Mensagens ou email, o iPhone costuma converter sozinho para JPG quando o destino não suporta HEIC; pelas Fotografias em iCloud as fotografias mantêm o formato original.
Live Photos, rajadas e fotografias HDR
Um ficheiro HEIC pode ter várias imagens lá dentro. Nesse caso é convertida a imagem principal, a que o iPhone mostra na galeria, e a ferramenta avisa. O movimento de uma Live Photo fica num ficheiro de vídeo à parte, que não é convertido. As fotografias HDR precisam de um cuidado extra. Um .HIF gravado numa Canon com a opção «HDR PQ» ligada, por exemplo, guarda o brilho numa curva feita para televisores e monitores HDR; convertido à letra, daria um JPG cinzento e sem contraste. Por isso, quando o ficheiro está em HDR (PQ ou HLG), a ferramenta converte a luz e as cores para um ecrã normal, mantém os tons médios e comprime suavemente os realces mais fortes, e avisa no resultado. O JPG fica com o aspeto de uma fotografia comum; o brilho extra que só um ecrã HDR mostraria perde-se. Os ficheiros ProRAW do iPhone são DNG, não HEIC, e não são aceites.
Quando alguma coisa corre mal
- «Não é um ficheiro HEIC ou HEIF»: a extensão diz HEIC, mas o conteúdo é outro — acontece com imagens renomeadas à mão. Experimente abri-la no conversor de imagens.
- «O navegador ficou sem memória»: uma fotografia de 48 megapíxeis precisa de centenas de megabytes enquanto é convertida. Feche outros separadores e converta poucas de cada vez.
- «Danificado»: o ficheiro ficou incompleto, por exemplo numa cópia interrompida. Copie-o outra vez a partir do telemóvel.
Limites e privacidade
Até 20 fotografias de cada vez, cada uma com um máximo de 40 MB e 50 milhões de píxeis, o que inclui as fotografias de 48 megapíxeis dos iPhone mais recentes. A descodificação usa a libheif, uma biblioteca de código aberto, compilada para correr dentro do seu navegador. As fotografias não são enviadas para nenhum servidor: pode confirmar: depois de converter a primeira fotografia, desligue a internet e as seguintes continuam a ser convertidas.