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Utilitários do dia a dia

Feriados e pontes, palavras-passe, fusos horários, conversão de unidades e uma roda da sorte.

Ferramentas avulsas que não pertencem a nenhuma família mas que se procuram muito: gerar uma palavra-passe forte, descobrir a que horas é que três países conseguem reunir-se, e converter durações e unidades de armazenamento — incluindo a diferença entre GB e GiB, que explica porque é que um disco de 1 TB mostra menos no computador.

Comprimento vale mais do que símbolos

Uma palavra-passe longa resiste melhor do que uma curta cheia de caracteres estranhos. Acrescentar um carácter multiplica o esforço necessário para a adivinhar; trocar um «a» por um «@» não engana ninguém, porque quem tenta forçar já sabe essas substituições todas de cor. Quando o serviço deixar, escolha mais comprimento antes de escolher mais símbolos.

A geração é feita pelo gerador criptográfico do próprio navegador e o resultado não é enviado para um servidor. A página pode ficar na cache e as preferências podem ser guardadas localmente. O sítio certo para guardar o resultado é um gestor de palavras-passe, não um ficheiro nem um papel.

1 TB no disco, 931 no computador

Não é publicidade enganosa nem espaço perdido: são duas unidades com o mesmo nome. Os fabricantes contam em potências de dez — um terabyte são mil milhões de vezes mil bytes. Os sistemas operativos contam em potências de dois, e a unidade correta para isso chama-se tebibyte. Dividindo uma pela outra sobram 931. O mesmo desencontro explica os 465 de um disco de 500 GB.

Reunir gente em fusos diferentes

A parte difícil não é somar horas, é a hora de verão. A Europa e os Estados Unidos mudam os relógios em datas diferentes, e há semanas por ano em que a distância habitual entre Lisboa e Nova Iorque não é a que se espera. Há países que não mudam de todo. Uma reunião marcada com a conta de cabeça sobrevive até à primeira mudança de hora.

Por isso convém partir das zonas horárias reais, e não de um número fixo de horas de diferença, sobretudo para reuniões recorrentes.

Códigos QR e identificadores

Um código QR é uma forma de escrever texto que uma câmara lê: um endereço, uma ligação de contacto, os dados de uma rede sem fios. Quanto mais texto lá puser, mais denso fica e mais difícil é de ler ao longe — num cartaz, um endereço curto lê-se de muito mais longe do que um comprido cheio de parâmetros.

Os identificadores UUID servem para o problema oposto: dar um nome único a um registo sem pedir autorização a ninguém, em máquinas diferentes e ao mesmo tempo, sem risco prático de repetição.